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domingo, 29 de julho de 2012

RÁDIO MANTRAS NAISHA by Fátima G.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

CARNAVAL, uma alforria provisória


por Fátima Rodrigues Graziottin - fatimagraziottin@gmail.com  // 2006

As primeiras celebrações carnavalescas têm origens remotas e estão atreladas às mais antigas celebrações da humanidade, tais como as Festas Egípcias que homenageavam a deusa Ísis e o Touro Ápis.

Há controvérsias sobre a origem do carnaval, em termos de anos. Alguns falam em três, seis e até dez mil anos antes de Cristo! Sabe-se que, no entanto, já antes de Cristo, homens, mulheres e crianças se reuniam no verão com os rostos mascarados e os corpos pintados para espantar os demônios da má colheita. Os primeiros agricultores exerciam a capacidade humana que, já nas cavernas, se distinguia em volta da fogueira, da dança, da música, da celebração... 

Com a evolução da sociedade grega, os rituais evoluiram, acrescidos da bebida e do sexo nos cultos ao deus Dionísio, com as Celebrações Dionisíacas. Dionísio, mais conhecido entre nós como Baco, era um deus bastardo para os pagãos. Perambulara por muito tempo pela Ásia Menor até que, conta a lenda, pelas mãos do sacerdote Melampo, introduziu-se nas terras gregas. Tornou-se um sucesso. Conforme as plantações de parreira se espalhavam pelas ilhas da Grécia e pela região da Arcádia, mais gente o celebrava. Em todas as festas no campo ele se fazia cada vez mais presente. 

Por essa altura, já entronado como deus das vindimas, representavam-no como uma figura humana, só que de chifres, barbas e pés de bode, com um olhar invariavelmente embriagado. Consta que as primeiras seguidoras do deus Dionísio foram mulheres que viam, nos dias que lhe eram dedicados, um momento para escaparem da vigilância dos maridos, dos pais e dos irmãos, para poderem cair na folia "em meio a danças furiosas e gritos de júbilo", como disse Apolodoro, testemunha duma daquelas festas. Nos dias permitidos elas, chamadas de coribantes, saíam aos bandos com o rosto coberto de pó e com vestes transformadas ou rasgadas, cantando e gritando pelas montanhas gregas. Os homens, transfigurados em silenos e sátiros, não demoraram em aderir às procissões de mulheres e ao "frenesi dionisíaco". A festança que se estendia por três dias encerrava-se com uma bebedeira coletiva em meio a um vale-tudo pansexualista. 

Na Roma Antiga, bacanais, saturnais e lupercais festejavam os deuses Baco, Saturno e Pã. 

A sociedade clássica acrescentou uma função política de distensão social às celebrações, tolerando o espírito satírico, a crítica aos governos e governantes, durante os dias de festejos. 

A civilização judaico cristã fundamentada na abstinência, na culpa, no pecado, no castigo, na penitência e na redenção renegou e condenou o carnaval. 

Muito embora seus principais representantes fossem contrários à sua realização, o Papa Paulo II – no século XV - contribuiu para a evolução do “nosso” carnaval “moderno” imprimindo uma mudança estética, ao introduzir o baile de máscaras. Permitiu que em frente ao seu palácio, na Via Lata, se realizasse o carnaval romano. Como a Igreja proibira as manifestações sexuais no festejo, novas manifestações adquiriram forma: corridas, desfiles, fantasias, deboche e morbidez. Assim,o Papa Paulo II conseguiu reduzir o carnaval à celebração ordeira, de caráter artístico, com bailes e desfiles alegóricos. 

Em 1723, os portugueses das ilhas da Madeira, dos Açores e do Cabo Verde instituíram no Brasil, o “Entrudo”, brincadeira de loucas correrias, mela-mela de farinha e água com limão, surgindo depois as batalhas de confetes e serpentinas. “Entrudo” é uma palavra que vem do latim “introitus” e que designa as solenidades litúrgicas da Quaresma.

No Brasil o carnaval é festejado tradicionalmente no sábado, domingo, segunda e terça-feira anteriores aos quarentas dias que vão da quarta-feira de cinzas ao domingo de Páscoa..

Até a metade do século XIX, os escravos festejavam o carnaval, sujando-se uns aos outros com polvilho e farinha de trigo, ou espirrando água pelas ruas com o auxílio de uma enorme bisnaga de lata.

As famílias brancas, refugiadas em suas casas, brincavam o carnaval fazendo "guerras de laranjinhas", ou seja, pequenas bolas de cera que se quebravam, espalhando água perfumada. Jogavam também, de suas janelas, um líquido não tão cheiroso na cabeça dos passantes... Por isso as pessoas evitavam sair às ruas durante os dias do "Entrudo". Isso fez com que os bailes de máscara, realizados apenas para a elite, durante o Primeiro Império e, a partir da década de 1840, para a classe média, fizessem muito sucesso.

Nesses bailes, que eram pagos e feitos em teatros e hotéis do Rio de Janeiro, não se dançava o samba, mas o "schottische", as mazurcas, as polcas, as valsas e o maxixe, que era o único ritmo genuinamente nacional. 

Somente em 1869, quando o ator Correia Vasques adaptou a música de uma peça francesa e deu para essa adaptação o nome de "Zé Pereira" — mesma música que é cantada até os dias de hoje — apareceu a primeira música de Carnaval. Até então todas as músicas eram instrumentais ou em outro idioma. 

O carnaval da rua, entretanto, quase não existia. Tudo à custa da "violência" que tinha o "Entrudo". Alguns jornalistas da época começaram a estimular a criação de carnavais que imitassem os de Roma e de Veneza, onde as pessoas saiam às ruas fantasiadas para tomar parte no corso ou para realizarem batalhas de flores ou de confete. Um dos jornalistas que defendia ardorosamente esta forma de Carnaval era José de Alencar, que escreveu na sua coluna do "Jornal Mercantil" do Rio de Janeiro, às vésperas do Carnaval de 1855, a seguinte frase: "Confesso que esta idéia me sorri. Uma espécie de baile mascarado, às últimas horas do dia, à fresca da tarde, num belo e vasto terraço, com todo o desafogo, deve ser encantador".

Foi assim, após uma campanha dos jornalistas contra o "violento Entrudo" e a favor do "Carnaval Veneziano", que os desfiles de rua começaram a acontecer.

Não há dúvidas que, mesmo de forma "moderna", com um up ou down grade, o arquétipo de Dionísio continua presente no carnaval, nos inconscientes pessoais, no inconsciente coletivo e no inconsciente vital, instintivo de cada um e da sociedade como um todo.

É como se nos quatro dias de carnaval a sociedade recebesse uma “alforria provisória” onde a "educação", os “bons costumes”, a "moral" e a "ordem", ficassem em suspenso temporariamente. Podemos notar isso nos desfiles de escolas de samba, onde mulheres com corpos nus ou seminus, esculturais, se exibem sedutoras para o delírio de homens (e mulheres).

O próprio Ministério da Saúde alardeia o uso de camisinhas, atitude que atesta oficialmente que nesta época em especial é permitido transgredir! O proibido... é proibir, ou melhor, "é proibido proibir", com diz Caetano Veloso.

Resta saber se nesses nossos tempos apolíneos essa "alforria provisória" promove e incrementa a saúde, a vida e a alegria genuínas ou reforça ainda mais o aniquilamento, a dor, o caos, o desamor e a tristeza na qual nossa sociedade agonizante e doente está imersa...

Festejemos genuinamente nossa natureza dionísica, no nosso dia-a-dia, nas pequenas coisas, nos pequenos prazeres, celebrando a VIDA, a ALEGRIA e o AMOR, em nós, no outro, na natureza e no cosmos! Assim, podemos nos permitir pequeninas transgressões, sem maiores conseqüências e em doses homeopáticas, sem colocarmos todas as nossas expectativas naturais de transgressão e liberdade em quatro dias de “alforria provisória”.

Fontes de consulta:ORIGEM DO CARNAVAL - Claudia M. de Assis Rocha Lima - Pesquisadorahttp://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=300&textCode=896&date=currentDateCARNAVAL – Dionísio Domesticado - Voltaire Schillinghttp://educaterra.terra.com.br/voltaire/500br/carnaval.htmCARNAVAL - Renato Roschelhttp://almanaque.folha.uol.com.br/carnaval.htmCARNAVAL http://www.artes.com/carnaval/historia.html

terça-feira, 2 de agosto de 2011

ALIENADOS POR OPÇÃO

Cássio estava acampando com um grupo de amigos na fazenda do tio avô de Marcos Paulo.
Naquela tarde, aproximando-se da casa sede da fazenda, avistou um homem de pele amorenada do sol, cabelos e barba grisalhos, olhos claros. Ele estava sentado em uma cadeira, descansando no avarandado da frente. Cássio conhecia o homem: era seu Ricardo. Os dois gostavam de conversar longamente. Seu Ricardo era um homem culto e experiente e de uma simplicidade encantadora. Depois que se aposentara, resolvera morar na fazenda.

Cássio aproximou-se da velha figueira cheia de visco, cumprimentou seu Ricardo dobrando o seu corpo para a frente, fazendo uma leve mesura e  encostou-se no tronco, aproveitando a enorme sombra que ali fazia. Entabulou  uma conversa, passando por vários assuntos , até chegar  num assunto mais profundo.

- Sabe, seu Ricardo, ...sinto como se a nossa realidade violenta nas grandes cidades, se refletisse também  nesses outros mundos, "galáxias afora", como uma  imagem holográfica nossa, e então, as pessoas só conseguem perceber esses aspectos mais negativos desses outros mundos... porisso tantas notícias sensacionalistas e apavorantes sobre ET's!
- Pois é, filho... não só sobre ET's! Vivemos num mundo que prioriza a dor, a violência, a tragédia,  as coisas mais negativas, pois  infelizmente é isso que dá IBOPE  e que rende muitas e muitas cifras. Mesmo aqui nesse meu cantinho do mundo, aparentemente tranquilo e seguro, viverei e vivenciarei toda essa violência, simplesmente apertando um botão do controle remoto de minha televisão. Por isso evito de ligá-la!
- O senhor tocou num aspecto que acho extremamente importante, seu Ricardo. Na minha opinião, a TV é o pior e mais nocivo meio de comunicação, atualmente! Ela utiliza ingredientes simples de forma funesta, pois faz uso de imagem, som e emoções de forma insistente e repetitiva atuando profundamente na nossa psique, provocando e estimulando uma gama de emoções de diversas naturezas. A TV manipula nossas emoções e mantem-nos viciados nelas... O senhor entende o que quero dizer?

- Perfeitamente, Cássio! Por isso anos atrás, quando ainda morava na cidade e ainda tinha minha vida profissional ativa, decidi ser "alienado por opção e por convicção"! "Saí do jogo" da TV, parando de assistir noticiários, novelas e outros programas que usam e abusam de notícias trágicas, com imagens, sons, histórias e mais histórias  "ao vivo e em cores" sobre o mesmo assunto. O jornal permite que sejamos mais seletivos no que queremos ler e o quanto queremos que as imagens  e as notícias permaneçam em nós... e mais... não me "aprofundo" nas notícias. Me diz... me "aprofundar" para quê? Para sofrer? Para mostrar aos outros que sou bem informado, atualizado? Não vale a pena. Passei a ler mais as manchetes e... pronto. Só para ter uma idéia do que está acontecendo no mundo e mais nada!


- Pois é, seu Ricardo, não é uma questão de IGNORAR e NEGAR a realidade, mas sim, de ENTRAR em sintonia com ela. ENTRAR EM SINTONIA é que é FUNESTO. No momento que nos emocionamos e nos emocionamos e nos emocionamos com determinadas notícias, entramos na frequencia daquela energia vibratória e ficamos atrelados a ela... simples (e perigosamente) assim, não é mesmo? E... será que não acontecem coisas boas no mundo? Há muito mais maldade do que coisas boas? 
- Olhe ao seu redor, Cássio, observe seu dia a dia, sua vida cotidiana. Ela é violenta e cheia de tragédias? Não! Acontecem coisas legais no seu dia a dia? E por que isso não vira notícia? A quem interessa manter a população amedrontada, cada vez mais amedrontada e acuada? Pode parecer meio maluco esse meu pensamento, Cássio, mas vivemos num mundo DUAL e  talvez existam outros mundos DUAIS se manifestando aqui, concomitantemente. Porém, acredito que existam mundos já mais evoluídos e é com essa frequencia que desejo me alinhar, me sintonizar! E isso nada tem a ver com religião, mas sim com Conhecimento.
- Até porque as religiões são muito manipuladoras também! Manter o "rebanho"  submisso e "na linha" é muito conveniente, sob diversos aspectos. Não se deve confundir TRANSCENDENTALISMO com RELIGIÃO...

Transcender é "ir além". Não necessita de "agregados" religiosos ou místicos, Cássio!

Bem... mas isso é conversa para outro dia. Por hoje já está de bom tamanho, não é mesmo seu Ricardo?  Já está ficando tarde...

- Claro, meu amigo! Já temos muito para seguir refletindo ...! Boa tarde!

- Boa tarde, amigo!

















domingo, 26 de junho de 2011

DANÇANDO E FLUINDO COM A VIDA


É  "o universo que conspira em nosso favor" ou somos "nós que conspiramos em favor do universo"?

Importa saber?

O importante é que há uma "Conspiração Positiva", quando nos colocamos a serviço da Vida, quando fluímos com a Vida, quando vivemos com alegria, dançando cada momento que se apresenta, da maneira como se apresenta, no ritmo que se apresenta e com a melodia que toca no momento.

A vida é uma eterna dança, um eterno pulsar,  seja vibrante, seja tênue, seja forte, seja suave, seja rápido, seja lento, seja alegre,  seja  triste... pode ser compassada ou descompassada, até...! Mas é essa diversidade de situações que a torna atraente.

Como é maravilhoso dançar a Vida e ser a Dança da Vida!

Quando dançamos, colocamos tudo em movimento.  E o movimento vai tomando o corpo (literalmente), vai se configurando, criando mais movimento e mais Vida!


A vida, no seu constante bailar, nos leva para situações e lugares jamais imaginados. E são essas surpresas que a deixam mais interessante ainda!

O que é o poder da dança da vida, com alegria! Como coisas simples do nosso cotidiano, podem nos tornar mais felizes! Como fluir,  movimentar-se e criar, gera mais vida, mais alegria, mais movimento, mais satisfação e... mais movimento e mais alegria e mais vida e mais realização e mais prazer de viver!

Sinto-me muito grata por poder dançar minha dança, ser dançarina e ser a própria dança! Ter a oportunidade de ser co-criadora das danças das pessoas que me cercam!

Termino a semana realizada e feliz, pronta para continuar dançando os diversos ritmos que se apresentarem.

Quer  me acompanhar nessa dança?

 

SUSSURRO DE AMOR

Você sabe o que é Amar?

Digo-lhe baixinho, meu amor:

Esse sentimento dentro de mim
É maior do que  meu eu...
É mais forte que minha vontade...
É mais poderoso que minha razão!

Não é obsessão!
Não é impulso!

É Amor!

... e tomou conta de mim,
sem pedir licença.

É amor que...
Não pode ser banido por Decreto,
nem tampouco por força de vontade...
Não se dobra à razão,
nem tampouco à idealização...
Não se rende à realidade,
 nem tampouco à fantasia...
Não é prova de coragem,
 nem tampouco de covardia...

Não é um prêmio,
muito menos um castigo!
Não se presta a jogos,
muito menos a mentiras!

Não nasce,
nem tampouco se cria...
Não se esconde,
nem tampouco se revela...
Não queima,
nem tampouco esfria...
Não arde, nem tampouco se consome...
Não se compra e nem se vende!

É Amor!
 ... e tomou conta de mim, sem pedir licença.

É amor sem contrapartida.
É amor que se lança no vazio!

É amor que não carece de pena,
muito menos de bondade...
É amor que não pede, 
e que tampouco dá.

É Amor!
... e tomou conta de mim,
sem pedir licença.

É Amor, meu amor!
É Amor ... que simplesmente É!

Você sabe o que é AMAR?

Amor, Amor!
...e tomou conta de mim, sem pedir licença!

BOA COMPANHIA

Não que eu ame estar só, mas estou curtindo minha boa companhia. Tin, tin!

sábado, 25 de junho de 2011

SINCRONISMOS

Diante do rapaz admirado e imóvel a sua frente, ela perguntou-lhe:

- O que o trouxe aqui? O que fez você se abalar de tão longe? Você já se perguntou isso?
O rapaz pensou um pouco e respondeu com outra pergunta:
 - Coincidências?
- Mais do que isso...- afirmou ela -  coincidência é apenas a simultaneidade de dois ou mais acontecimentos.
- Então, o que seria? indagou o rapaz pensativo, olhando para baixo e esfregando a têmpora direita.
- Sincronicidade.
Os olhos dela assumiram um brilho diferente e ela continuou com voz calma e suave:
- Para você entender melhor, vou simplificar o conceito: sincronicidade é a sucessão de acontecimentos que se relacionam entre si, porém não por causalidade, mas sim pelo seu significado. E é a partir dessas constatações que passamos a ver os fatos e a própria realidade com outros olhos. O mundo se manifesta verdadeiramente, quando começamos a ver os sincronismos e passamos a identificá-los cada vez mais no nosso cotidiano. O mundo começa a mudar... nossa visão de mundo começa a mudar, quando nos abrimos para nossa percepção e nos conectamos com nosso interior que é rico, pleno, completo e que possui todas as respostas!

O rapaz sentou-se na escada antiga feita de pedras cuidadosamente colocadas e permeada de vegetação rasteira, ornada por pequenas flores silvestres coloridas. Ele olhou fixamente para um ponto mais a sua frente, para a copa de uma árvore outonal que se esparramava, parecendo fundir-se com o céu amarelado daquele final de tarde.
- Sim, o que você falou faz muito sentido para mim, nesse momento. Vários sincronismos me trouxeram até aqui. Os acontecimentos mais relevantes tiveram um significado especial naquele momento. Fui tendo mais e mais confiança em mim, nas minhas sensações e percepções e ... foi assim que cheguei até aqui. E é assim, com o coração aberto que ouço suas palavras. Estou sedento de aprendizado e de conhecimento!  
- Na sincronicidade, tudo sempre faz sentido em algum momento. Ao contrário, as coincidências geram - no máximo – surpresa e admiração e podem ter uma relação de causa e efeito, nada mais que isso. Cada vez mais precisamos nos conectar com a energia que está dentro de nós e não fora. Paradoxalmente, isso significa “abrir-se”. Abrir-se para a possibilidade de que há mais, muito mais, bem diante de nosso nariz. Ver com o coração, como dizia Saint – Exupèry, pois “o essencial é invisível para os olhos”!
- “Só se vê bem com o coração... o...o... essencial... é.. é...é ..... invi...sívvvv...vel... ... ....  paaa...ra... .... osss...   olhos!” – o rapaz balbuciou gaguejando, enquanto remexia sua mochila. Segundos depois retirava cuidadosamente um livro. Ficou ali atônito e feliz, olhando para o título: “O PEQUENO PRÍNCIPE” – Antoine de Saint – Exupéry.